Gestão Anastasia: concurso público da educação movimentou escolas e candidatos em todas as regiões de Minas

Busca pela estabilidade está entre os principais motivos apontados pelos candidatos às 21 mil vagas. Índice de participação foi de quase 90%
Divulgação/SEE
Concurso público da educação movimentou escolas e candidatos em Minas
Concurso público da educação movimentou escolas e candidatos em Minas

O domingo foi sinônimo de compromisso para os quase 263 mil candidatos que concorrem a uma vaga no concurso público da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais. Nas 49 cidades mineiras nas quais as provas foram aplicadas, candidatos empunharam suas canetas para responder as 60 questões de prova e tentar obter o melhor resultado possível.

Na busca pela vaga, houve quem aproveitou até os últimos momentos anteriores à prova para relembrar o conteúdo. Foi o caso de Fernanda Rocha Moreira, que fez prova na Escola Estadual Maurício Murgel, no bairro Nova Suiça, em Belo Horizonte, e levou a apostila para resolver alguns exercícios antes da prova.

“Para me sair bem na prova vale dar uma passada no conteúdo até o último minuto”, afirma a candidata. Professora designada em uma escola estadual de presídio, em Ribeirão das Neves, Fernanda busca a vaga para garantir estabilidade. “Gosto muito da área de educação, desde pequena eu demonstro vocação. Minha experiência na escola de presídio está sendo muito gratificante para minha vida profissional e quero poder ingressar na carreira para ter estabilidade e tranquilidade para trabalhar”. Ela concorre a uma vaga como professora de Biologia e fez sua prova no período da tarde deste domingo.

Pela manhã, foram aplicadas provas para os cargos de Professor Educação Básica – Anos Iniciais do Ensino Fundamental, Assistente Técnico Educacional e Assistente Técnico de Educação Básica. Júlia de Fátima Carvalho fez a prova para assistente e saiu do local de provas animada com o seu desempenho.

“A prova estava dentro do que eu esperava. Eu trabalho como designada e já participo do dia a dia da educação e as questões abordaram coisas que eu uso no trabalho”, explica. “Gosto muito da área em que eu atuo e espero passar para poder contar com a estabilidade do cargo público”, completa Júlia.

José Carlos Lúcio Filho também fez a prova para o cargo de Assistente Técnico de Educação Básica. Ele já trabalha na secretaria da Escola Estadual José Miguel Nascimento, no bairro das Indústrias, e quer se efetivar na educação estadual. Segundo ele, algumas questões de Matemática estavam difíceis, mas o saldo da prova foi positivo.

“A parte de Matemática me complicou um pouco, pois eu estou meio enferrujado, mas acho que fui bem na prova. Fiquei bem tranquilo e acho que tive um bom desempenho. Agora é só aguardar o resultado”, afirma.

Das 21.377 vagas disponíveis no concurso público da Secretaria de Educação, a maioria delas é destinada aos cargos de professores do ensino fundamental e médio. São 13.993 oportunidades oferecidas, que atrairam mais de 50% dos inscritos, ou 140.624 candidatos. Renata Aparecida Ferreira Barbosa tentou uma vaga para professora dos anos iniciais do ensino fundamental. Formada em pedagogia, Renata estudou por conta própria e garante que não encontrou dificuldades na prova.

“Os conteúdos de Português e Matemática estavam fáceis. Se eu perdi alguma coisa na nota foi na parte de legislação”, conta. “Um dos motivos que me levou a escolher o concurso foi a minha vocação. Lecionar é o que eu mais gosto de fazer. Tenho uma tia e uma prima que também vão tentar o concurso, então é uma coisa de família. Sem o professor não há formação de uma sociedade pensante e eu quero passar para exercer minha vocação”, completa.

Diego Lima Barros Silva é outro candidato que não tem experiência na rede estadual. Formado há pouco mais de um ano, Diego concorre há vagas para professor de Geografia. Atualmente, ele leciona na rede particular, em Belo Horizonte, e quer ingressar na rede estadual também para retribuir a educação que recebeu nos tempos de estudante.

“O que mais me atraiu foi a possibilidade profissional. Eu formei, estou dando aula meio horário e quero completar essa carga dando aula no Estado. Além disso, eu sempre penso muito em contribuir. Eu sempre estudei em escola pública e quero contribuir para a melhoria do ensino público”, explica.

Diego fez prova na tarde deste domingo, na Escola Estadual Professor Leon Renault, no bairro Gameleira, em Belo Horizonte, assim como os candidatos a vagas nas carreiras de Professor Educação Básica (Arte/Artes, Biologia, Educação Física, Filosofia, Física, Geografia,História, Língua Estrangeira Moderna -Espanhol, Língua Estrangeira Moderna-Inglês, Língua Portuguesa, Matemática, Química, Sociologia); Analista Educacional; Analista Educacional – Inspeção Escolar; Especialista em Educação Básica – Orientação Educacional; e Especialista em Educação Básica – Supervisão Pedagógica, que também fizeeram provas na parte da tarde.

90% de participação

No período da manhã de domingo, 128.931 estavam sendo aguardados para as provas do concurso público da Educação e a participação foi de quase 90%. Estiveram presentes 111.861 candidatos, o que equivale a um percentual de participação de 86,76%. O número de candidatos ausentes é de 17.070, ou 13,24% do total. Já nas provas para professores dos Colégios Tirantes, que integram a rede estadual de ensino, mas são administrados pela Polícia Militar, eram esperados 23.250 mil candidatos e o índice de presença foi de 67,71%, o que equivale a 15.742 presentes.

As cidades nas quais as provas foram aplicadas são os municípios-sede das 47 Superintendências Regionais de Ensino (SREs). A exceção ficou por conta da SRE de Nova Era, que, além da cidade sede, também tem como locais de prova os municípios de Itabira e João Monlevade. No caso das Metropolitanas A, B e C, da Região Metropolitana de Belo Horizonte, as provas foram aplicadas na capital.

Divididas entre os turnos da manhã e tarde, de acordo com os cargos, as provas foram aplicadas em quase 600 locais de provas em Minas Gerais. No turno da manhã, foram 305 locais de prova com o acompanhamento de 9.328 fiscais. Já no período da tarde, foram 9.459 fiscais para 294 locais de aplicação. As provas foram aplicadas em escolas estaduais, municipais e instituições de ensino técnico e superior. O concurso foi aplicado pela Fundação Carlos Chagas e coordenado pela Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag).

Os candidatos inscritos fizeram provas com 60 questões, sendo 20 de conhecimentos gerais e 40, por conhecimentos específicos. Será considerado aprovado na primeira etapa o candidato que obtiver o mínimo de 50% de acertos nas questões de conhecimentos gerais e 50% nas questões de conhecimentos específicos. Será divulgado no endereço eletrônico www.concursosfcc.com.br, no primeiro dia útil após a aplicação da prova objetiva, a data da divulgação dos gabaritos.

O resultado final da prova objetiva, assim como a lista de classificação dos candidatos aprovados, será divulgado no Diário Oficial dos Poderes do Estado, após o julgamento de eventuais recursos interpostos contra as questões das provas e gabaritos preliminares. A segunda etapa do concurso é de caráter eliminatório e será destinada a avaliação de títulos.

Concorrência acirrada

A média de candidatos por vagas no concurso é de 12,3. O cargo que registrou o maior número de inscritos no concurso público foi o de Assistente Técnico de Educação Básica, que irá cumprir a função de apoio técnico nas escolas estaduais. Foram 60.279 candidatos inscritos para concorrera uma das 4.401 vagas.

A concorrência, contudo, é maior no cargo de Analista Educacional. Foram 29.181 para uma das 378 vagas, uma média de 77 candidatos por vagas. Já entre os professores a maior procura é registrada no cargo de professor dos anos iniciais do ensino fundamental. Foram quase 59 mil inscritos para uma das 3.551 vagas.

Fonte: Agência Minas

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