Gestão anastasia: Programa do Governo de Minas para a qualidade do leite chega ao Norte e Nordeste do Estado

Parceria entre o Polo de Excelência do Leite e os polos de inovação do Norte e Nordeste de Minas vai contribuir para a expansão do Sistema Mineiro de Qualidade do Leite

Divulgação/Sectes MG
A higienização dos utensílios utilizados na ordenha é um dos padrões de qualidade aprimorados pelo projeto
A higienização dos utensílios utilizados na ordenha é um dos padrões de qualidade aprimorados pelo projeto

O setor leiteiro do Norte e Nordeste do Estado vai ganhar um novo estímulo. Com o objetivo de alcançar padrões nacionais e internacionais de exigência, a partir de junho, laticínios e cooperativas dessas regiões receberão instruções sobre como melhorar as práticas de produção. A ação faz parte do programa Sistema Mineiro de Qualidade do Leite (SMQL), desenvolvido pelo Polo de Excelência do Leite e Derivados, da Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Sectes), em parceria com a empresa neozelandesa QConz.

O projeto, iniciado em 2011, atendeu a cerca de 100 indústrias das regiões da Zona da Mata, Sul de Minas e Campo das Vertentes. Após serem capacitadas, essas instituições repassaram, por meio de técnicas simples e de baixo custo – como o Cinturão de Qualidade -, os ensinamentos para os seus produtores rurais.

Com espaços reservados para produtos higienizantes e papel-toalha, o cinturão auxilia o produtor no momento da ordenha, contribuindo para a redução no número de Contagem Bacteriana Total (CBT) e Contagem de Células Somáticas (CCS) presentes no leite. Ao todo, 1,5 mil produtores rurais já foram beneficiados. “No primeiro laticínio, aplicamos o programa junto a 15 produtores. Hoje, são 600 atendidos”, destaca o coordenador do projeto, Abel Fernandes.

Além de atender às necessidades dos produtores, laticínios e consumidores, o treinamento aborda as normas de produção e qualidade do leite presentes na Instrução Normativa nº 62 – documento do Ministério da Agricultura que oficializa os métodos para análises microbiológicas para controle de produtos de origem animal e água. Assim, o consumidor adquire um produto com maior qualidade, os laticínios passam a ter um ganho na produtividade e é possível aumentar a renda dos produtores, que recebem mais pelo litro de leite.

Parceria fundamental da Emater e dos Polos de Inovação

Na segunda etapa do programa SMQL, 24 unidades processadoras de produtos lácteos do Norte e Nordeste de Minas serão capacitadas em um período de sete meses, que tem início em junho. “Em média, dez a 15 produtores serão capacitados por laticínio, o que significará cerca de 300 produtores rurais beneficiados”, esclarece Fernandes.

Para isso, técnicos dos laticínios locais e da Emater regional serão habilitados pelo programa para realizarem os treinamentos nas cooperativas e laticínios da região. O trabalho da equipe da Emater consistirá, principalmente, na divulgação do programa para os produtores rurais, enquanto os técnicos dos laticínios vão atuar na capacitação dos mesmos. A ação também tem o apoio dos Polos de Inovação, programa da Sectes que busca fortalecer vocações e promover cidadania nas regiões do Norte de Minas, Vale do Jequitinhonha e Mucuri. Os agentes dessas unidades divulgaram o programa na região com a finalidade de conquistar parcerias, definir estratégias e contratar empresas.

As microrregiões a serem contempladas com o programa são: Araçuaí, Almenara, Janaúba, Januária, Salinas, Teófilo Otoni, Montes Claros e Diamantina.

Nessa nova etapa do projeto, serão investidos pela Sectes e pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig) R$ 120 mil. Uma contrapartida do mesmo valor também será invetida pelos laticínios. Na primeira fase, as mesmas instituições liberaram, ao todo, mais de R$ 1 milhão.

Como funciona o programa

O projeto-piloto foi baseado em uma metodologia neozelandesa que reúne técnicas simples e econômicas, tanto para a implantação quanto para sua manutenção. Essas experiências foram trazidas pela QConz, que elaborou, em parceria com o Polo do Leite, o sistema de qualidade. O trabalho é realizado em oito dias em cada laticínio, sendo dois dias de consultoria para definir e implantar a infraestrutura de qualidade, três dias de formação em CBT, CCS e antibióticos para ambos os sistemas de ordenha e três dias acompanhando os técnicos do laticínio nas fazendas.

Polo de Excelência do Leite

Ancorado na Embrapa Gado de Leite, o Polo atua desde 2007 na articulação de competências para promover inovações tecnológicas, atender a demandas e atrair negócios para o desenvolvimento sustentável do sistema agroindustrial do leite. O Polo ainda transformou a região em referência nacional e internacional para o setor.

Fonte: http://www.agenciaminas.mg.gov.br/noticias/programa-do-governo-de-minas-para-a-qualidade-do-leite-chega-ao-norte-e-nordeste-do-estado/

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