Pimenta vai assumir as obras de expansão do metrô

Eleito, Pimenta da Veiga se comprometeu a buscar, qualquer que seja o presidente, os recursos já prometidos pela União.

Fonte: Pimenta 45

Pimenta da Veiga assumirá expansão e gestão do metrô na Região Metropolitana de Belo Horizonte

O candidato a governador pela Coligação Todos por Minas, Pimenta da Veiga, afirmou, nesta segunda-feira (1º/09), que assumirá definitivamente a expansão do metrô da Região Metropolitana de Belo Horizonte, uma obra há mais de uma década prometida mas nunca executada pelo governo do PT. Eleito, Pimenta da Veiga se comprometeu a buscar, qualquer que seja o presidente, os recursos já prometidos pela União e nunca repassados ao Governo do Estado.

“Diante da desídia do PT, do desinteresse do PT, do fato de que o governo do PT virou as costas para Minas e não cuidou do metrô, o próximo governador de Minas sendo eu, se for eleito, iremos assumir o metrô, porque não é mais possível conviver com isso: uma região metropolitana da importância de Belo Horizonte sem metrô”, assumiu Pimenta da Veiga.

Para acompanhar de perto a realidade do transporte metropolitano, o candidato voltou a utilizar o metrô da Capital, como já fez em diversas oportunidades. Em seguida, ao conceder entrevista coletiva, Pimenta declarou que mesmo sendo o metrô uma obra de responsabilidade do governo federal, vai absorver para o Estado o desenvolvimento dos projetos, a construção das linhas e a administração do transporte.

“Vou negociar com o governo federal para que venham os serviços e as verbas, que são de responsabilidade da União. Senão, será uma discriminação com Minas. Seja quem for o presidente, vamos negociar. Podemos assumir o metrô de Belo Horizonte, podemos assumir até as estradas federais, mas temos que fazer uma conta. O governo federal vai se liberar desse ônus, mas vai fazer um compromisso de transferência de recurso para que o Governo de Minas possa absorver esse serviço”, garantiu.

Histórico do impasse

A obra do metrô de Belo Horizonte é de inteira responsabilidade do governo federal, administrado hoje pela Companhia Brasileira de Trens Urbanos (CBTU). O PT assumiu o governo federal em 2003, mas somente em abril de 2012 pediu a colaboração do Estado. A partir de então, o Governo de Minas assumiu a execução dos projetos de engenharia. O convênio para a elaboração dos projetos só foi assinado um ano depois, em abril de 2013.

Os projetos foram entregues em maio deste ano, rigorosamente no prazo acordado com a Caixa Econômica Federal. A instituição solicitou apenas um detalhamento de parte dos orçamentos apresentados, o que, aljás,  foi concluído e encaminhado à CEF.

“A responsabilidade do metrô é do governo do PT. O governador Anastasia, em 2013, fez um acordo para fazer um projeto para uma linha. Mas e a linha do Barreiro, que tem projeto desde 1998? Então, o PT não fez rigorosamente nada e ainda quer transferir responsabilidade. Há coisas na vida pública que as pessoas, às vezes, não consegue fazer, mas fugir da responsabilidade, tentar enganar os outros, isso fica muito mal. Eu acho que o PT podia dizer ‘olha, faltou dinheiro, o nosso pessoal não conseguiu aprontar as coisas’, tinha argumentos. Agora, transferir responsabilidades é um papel muito feio na vida pública”, concluiu.

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