Gestão deficiente: Pimentel reconhece que gastou mais do que devia

Pimentel reconheceu as principais argumentações da oposição ao votar contrariamente à reforma: de que as mudanças propostas pelo governo trariam aumento de despesas e inchaço da máquina pública.

Mudança de planos é, na avaliação do líder da oposição na ALMG, deputado Gustavo Corrêa (DEM), a comprovação de que falta planejamento de gestão.

Fonte: Jogo do Poder

Pimentel reconhece que gastou mais do que devia com reforma administrativa

Gestão deficiente: Pimentel reconheceu despesas e inchaço da máquina pública. Foto: Zanone Fraissat

Pimentel reconhece aumento de despesas com reforma administrativa e veta o próprio projeto

O Diário Oficial do Estado de Minas Gerais, desta sexta-feira (27/03), publicou o veto parcial do governador Fernando Pimentel (PT) ao projeto da reforma administrativa (PL 5706/15) que ele mesmo propôs. Um dia após ter o Orçamento do Estado aprovado pela Assembleia Legislativa (ALMG), Pimentel reconheceu as principais argumentações da oposição ao votar contrariamente à reforma: de que as mudanças propostas pelo governo trariam aumento de despesas e inchaço da máquina pública.
 
No veto, Fernando Pimentel desistiu de criar a Secretaria de Recursos Humanos, medida que lideranças do governo apontaram, há menos de 20 dias, como prioritária para organização da máquina administrativa. Essa mudança de planos é, na avaliação do líder da oposição na ALMG, deputado Gustavo Corrêa (DEM), a comprovação de que falta planejamento de gestão.
 
“O governo afirmou que a reforma não aumentaria as despesas. Questionamos, mostramos que o impacto seria de mais de R$ 20 milhões, com mudanças como a criação de secretarias e cargos, como estava sendo proposto. O que começa a se revelar agora é um governo que fez uma reforma administrativa sem embasamento, que pressionou sua base para aprovar um projeto que não foi planejado pensando no crescimento de Minas, muito menos na crise econômica em que o país se encontra”, disse.
 
Para Corrêa, a inconsistência no planejamento do Estado ficou clara quando o secretário de Planejamento, Helvécio Magalhães, disse, em audiência pública realizada na semana passada na Assembleia, que não teve tempo de “fazer uma verificação correta da estrutura do Estado. Há muita coisa para mexer nessa estrutura. Assumimos que não demos conta de discuti-la internamente”.
 
Outro ponto do veto se refere à Ruralminas. Ao contrário do que propunha a reforma, o órgão permanece na Secretaria de Agricultura. Além disso, foi vetado o texto que indicava a redução da remuneração para o Chefe do Escritório de Representação do Governo do Estado de Minas Gerais em Brasília, mas mantido texto que fala da exclusão da equiparação do cargo ao status de secretário. O texto final deixa dúvidas, portanto, sobre o vencimento para este cargo.
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