Aécio vai investir em obras de mobilidade urbana

Aécio fará investimentos em mobilidade urbana priorizando o metrô de superfície, o VLT e o marco regulatório do setor ferroviário.

Mobilidade Urbana

Fonte: Portal G1

No Rio, Aécio promete investir em metrô de superfície e VLTs se for eleito

Candidato tucano também voltou a falar que revisará o fator previdenciário.

Aécio afirmou a jornalistas que programa de governo ‘não é escrito a lápis’.

O candidato do PSDB à Presidência da República, Aécio Neves, afirmou nesta terça-feira (23), durante ato político no Rio de Janeiro, que, se vencer a eleição de outubro, fará investimentos em mobilidade urbana priorizando o metrô de superfície, veículos leves sobre trilhos (VLTs) e o marco regulatório do setor ferroviário.

Aécio ressaltou as parcerias com o setor privado como prioridade de seu eventual governo e garantiu que, em um possível mandato, licitará as obras da linha 3 do metrô, que ligará as cidades fluminenses de Niterói e Itaboraí. Ele também criticou o modelo de transporte público adotado atualmente no Brasil.

“O nosso governo é o único que tem um compromisso de fazer um grande mutirão de mobilidade no Brasil, com regras claras, que atraem o capital privado para investirmos principalmente nas grandes e médias cidades, priorizando o metro de superfície e VLTs”, afirmou o candidato tucano.

O presidenciável do PSDB aproveitou sua agenda eleitoral no Rio para fazer a travessia entre a capital fluminense e o município de Niterói a bordo de um catamarã. Ele embarcou por volta das 10h30 pela roleta.

A viagem durou cerca de 20 minutos. Durante o percurso, Aécio só levantou uma vez para ver a paisagem da Baía de Guanabara pela janela. Em seguida, voltou para o seu assento, ao lado de cabos eleitorais e candidatos a deputado federal e estadual pelo Rio de Janeiro.

Ao desembarcar do catamarã, Aécio Neves foi alertado de que o nome da embarcação é “Neves V”. Ele, então, sorriu e fez pose para foto embaixo da inscrição.

Fator previdenciário

Nesta terça, Aécio voltou a afirmar que pretende buscar alternativa ao fator previdenciário. Na semana passada, o presidenciável chegou a afirmar que sua equipe econômica já estuda uma solução “responsável” para substituir o mecanismo criado durante o governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) para inibir as aposentadorias precoces.

O fator previdenciário desestimula a aposentadoria por tempo de contribuição antes da idade mínima de 60 anos para mulheres e 65 anos para homens – quando mais cedo a pessoa decidir se aposentar, menor será o valor do benefício.

“Nós vamos substituí-lo [o fator previdenciário] por outro sistema que não puna os aposentados, numa discussão franca, olho no olho com as centrais sindicais. Esse é o meu compromisso, que parte do reconhecimento de que o fator previdenciário pune os aposentados. Nós vamos discutir alternativas, inclusive algumas que estão em tramitação no Congresso Nacional, para que possa ser substituído por uma outra alternativa que não puna os aposentados como o fator pune hoje”, disse.

Após concluir a agenda em Niterói, Aécio divulgou nota oficial para ressaltar que seu compromisso com a Força Sindical, assumido por escrito, é de encontrar uma alternativa ao fator previdenciário. “Vou discutir com as centrais sindicais, os trabalhadores e aposentados os caminhos para que o impacto do fator previdenciário possa ser reduzido. Iremos substituir o fator por outro modelo que penalize menos a renda dos aposentados brasileiros e, ao mesmo tempo, respeite a responsabilidade fiscal, escreveu no comunicado.

Programa de governo

Questionado por jornalistas sobre o fato de ainda não ter divulgado seu programa de governo – faltando menos de duas semanas para o primeiro turno das eleições –, Aécio voltou a ironizar o conjunto de propostas da adversária do PSB, Marina Silva. Segundo ele, o programa de governo dele é “escrito a caneta, e não a lápis”.

Facebook

À tarde, o candidato tucano respondeu a perguntas de eleitores pelo FacebookAécio falou sobre suas propostas para as áreas de segurança pública, educação e saúde, repetiu a promessa de que irá manter o Bolsa Família, o Mais Médicos e o Ciência Sem Fronteiras e a de que pretende reduzir o número atual de ministérios (39) à metade.

Indagado sobre quais “medidas impopulares” tomará caso seja eleito, Aécio aproveitou para atacar a gestão da presidente Dilma Rousseff, sua adversária na disputa, e respondeu que “as medidas impopulares, o atual governo já tomou”.

E continuou: “Inflação estourando a meta, crescimento muito baixo e denúncias de corrupção que não terminam. O nosso governo terá uma política fiscal transparente, resgate das agências reguladoras, previsibilidade na política macroeconômica e, sobretudo, ética na gestão dos recursos públicos”.

Aécio comentou ainda sobre o escândalo de corrupção que atinge a Petrobras e prometeu “retirar” a estatal da política.

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