Copasa: PPP ajudou a ampliar oferta de água em BH

Empregado com a finalidade de melhorar investimentos públicos, governo tucano usou Parceria Público Privada para ampliar Sistema do Rio Manso.

Outra medida eficiente foi a transposição de águas do Rio Paraopeba para a ETA do Sistema Serra Azul.

Fonte: Jogo do Poder

PPP ajudou Copasa a ampliar oferta de água em BH

A ampliação do Sistema Rio Manso, contratada por meio de Parceria Público Privada, propiciou aumento de 500 litros por segundo de oferta de água tratada. Divulgação

Ricardo Simões

Gestão e medidas eficientes

A forte estiagem observada durante o período chuvoso de 2013-2014, que trouxe registros sem similar histórico no que dizia respeito a temperaturas elevadas e baixos índices pluviométricos, requereu uma ação rápida por parte da COPASA que de imediato determinou a revisão do cronograma da obra de ampliação do Sistema Rio Manso, contratada por meio de Parceria Público Privada, antecipando parte da obra de duplicação da adutora, que permitiu a operação já no início de novembro de 2014 de 4,5 quilômetros da adutora, propiciando aumento de 500 litros por segundo de oferta de água tratada.

Além disso, buscou alternativas de novas fontes de produção sendo a que transpareceu como a mais eficaz foi a transposição de até 1000 l/s de água do Rio Paraopeba para a Estação de Tratamento de Água do Sistema Serra Azul, onde ela seria misturada com a água do sistema existente.

A obra foi projetada, a outorga para exploração deste volume adicional no Rio Paraopeba foi obtida, os recursos financeiros da ordem de R$ 25 milhões foram financiados pela COPASA junto ao BNDES e a obra foi licitada.

Com uma visão estratégica e de planejamento a Copasa, realizou campanhas de conscientização sobre uso de água, intitulada “Água, se não economizar vai faltar”, visitas técnicas, debates regionais promovidos pelo Comitê de Bacias Hidrográficas.

O período chuvoso de 2014-2015 iniciou dentro daquilo que vinha sendo previsto. Em novembro os índices pluviométricos ficaram acima da média histórica e, na primeira quinzena de dezembro, choveu 160 mm para uma previsão de 260 mm para todo o mês. Entretanto, a partir da segunda quinzena de dezembro, o que se viu foi a recorrência da estiagem com o consequente agravamento da crise hídrica que, caso se mantenha, ou seja, se não acontecer uma ocorrência de chuvas de forma consistente, exigirá a adoção de outras medidas de forma a assegurar o abastecimento na Região Metropolitana de Belo Horizonte.

Cabe citar que não há registro de qualquer recomendação por parte da Agência Nacional da Água – ANA junto à COPASA em relação ao tema.

Ricardo Simões- Ex-Diretor Presidente da Copasa

0 comments… add one

Leave a Comment