Oposição denuncia que governo Pimentel pode estar tentando maquiar números da Copasa

Deputado Gustavo Valadares denuncia que governo Pimentel pode estar tentando maquiar números para responsabilizar o PSDB pela crise hídrica.

Sem transparência

“Pode estar havendo na Copasa uma maquiagem dos números referentes ao balanço da empresa no ano de 2014 para jogar a culpa da crise hídrica por nós enfrentada na gestão anterior da empresa”, denunciou o deputado estadual Gustavo Valadares (PSDB).

Fonte: PSDB 

Em Minas oposição cobra explicação sobre balanço da Copasa

A Copasa chegou a divulgar que o resultado seria apresentado em 30 de janeiro.

Oposição quer explicação sobre atraso na publicação de balanço da Copasa

Anunciado pela empresa para ser divulgado em 30 de janeiro, resultado foi adiado e será apresentado somente no final de março

Deputados temem maquiagem dos números da Copasa pelo governo do PT para responsabilizar gestão anterior sobre crise hídrica

O deputado estadual Gustavo Valadares (PSDB), afirmou, nesta quinta-feira (12/02), que o bloco de oposição da Assembleia Legislativa convocará o ex-diretor Financeiro e de Relação com Investidores da Copasa, Ronaldo Lamounier Locatelli, afastado do cargo com menos de 30 dias da posse, para dar explicações sobre o atraso na apresentação do balanço da estatal de 2014, previsto para ser divulgado em 30 de janeiro. Os deputados temem que a nova gestão da estatal esteja maquiando os números da empresa para responsabilizar a gestão anterior pela crise hídrica que atravessa Minas e outros estados brasileiros.

“Pode estar havendo na Copasa uma maquiagem dos números referentes ao balanço da empresa no ano de 2014 para jogar a culpa da crise hídrica por nós enfrentada na gestão anterior da empresa. A atual gestão está se debruçando sobre os números, que já deveriam ter sido publicados, para alterá-los com o objetivo de deixar a empresa com uma situação pior do que estava no dia 31 de dezembro e, assim, aproximar dos resultados que terá em 2015, um ano complicado e com poucos investimentos”, afirmou.

Segundo o deputado, estranha muito o fato de a Copasa, que sempre primou por antecipar os resultados para o final de janeiro, ter atrasado tanto, este ano, a divulgação dos números para o mercado financeiro, os investidores e a sociedade. A empresa chegou a divulgar que o resultado seria apresentado em 30 de janeiro (veja imagem). Outro fato que intriga os deputados foi o afastamento de Locatelli, economista conceituado na capital, que ficou menos de 30 dias à frente de uma das principais diretorias da empresa.

Gustavo Valadares afirmou que, na semana após o Carnaval, será apresentado requerimento à Comissão de Minas e Energia, convocando o ex-diretor da Copasa para esclarecer o atraso da publicação do balanço e os reais motivos que o levaram a deixar a Copasa.

“De maneira súbita, com menos de 30 dias de seu nome ter sido aprovado pelo Conselho de Administração da Copasa, ele resolveu pedir demissão da empresa alegando motivos pessoais. É importante alertar à população porque a Copasa é um patrimônio de todos nós mineiros, é uma empresa de capital aberto que precisa prestar contas aos seus acionistas e queremos que seja feita de maneira transparente, diferente do que o PT vem praticando no governo federal como é o caso da Petrobras, que tem sofrido ação de seus investidores internacionais, buscando ressarcimento de perdas provocados por balanços maquiados nos últimos anos”, disse.

Concessões

Outra preocupação dos parlamentares está relacionada à não renovação de contratos dos serviços de água e esgoto da Copasa em municípios mineiros. Esta semana, a empresa Águas do Brasil venceu licitação para operar em Pará de Minas, município que era atendido pela Copasa. A prefeitura de Montes Claros já rompeu o contrato com a estatal e a de Santa Luzia também avalia o fim da parceria com a estatal e a contratação de empresas privadas. Segundo Valadares, a nova gestão da Copasa deve agir para conter o rompimento das concessões, pois as parcerias com cidades de grande porte garantem o superávit da empresa e investimentos em municípios menores.

“Tudo o que foi investido em Pará de Minas nos últimos 30 anos em saneamento foi feito com dinheiro público e, agora, a cidade entrega a concessão a uma empresa privada que se utilizará dos investimentos feitos com dinheiro público. A Copasa está perdendo empresas que são superavitárias. E a culpa é da nova gestão da Copasa que não está buscando frear esta debandada de grandes municípios da empresa”, afirmou.

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