Aécio afirma ser a alternativa segura para fazer a mudança necessária

Aécio Neves afirmou que a recessão começa a atingir a geração de empregos e responsabilizou o governo Dilma pelo cenário de crise.

Eleições 2014

Fonte: PSDB-MG

Aécio responsabilizou o Governo Dilma pelo atual cenário de crise. Foto: Divulgação / PSDB-MG

Aécio responsabilizou o Governo Dilma pelo atual cenário de crise. Foto: Divulgação / PSDB-MG

Aécio Neves: “Somos a única alternativa segura”

Em campanha nesta segunda-feira (15/09) na cidade de Linhares, polo moveleiro localizado no norte do Espírito Santo, o candidato à Presidência da República pela Coligação Muda Brasil, Aécio Neves, afirmou que a recessão começa a impactar diretamente a geração de empregos e responsabilizou o atual governo da presidente Dilma Rousseff pelo cenário de crise.

“Somos a única alternativa segura para que os empregos voltem a ser gerados no Brasil e a qualidade da saúde, da educação e da segurança pública melhore”, ressaltou ao comentar notícia de que 3,5 milhões de empresas brasileiras estão com dificuldades para honrar compromissos financeiros. “A recessão anunciada no Brasil começa a impactar diretamente nos empregos que deveriam estar sendo gerados em todas as nossas regiões, inclusive aqui.”

“Isso significa que elas [as empresas brasileiras] estão diminuindo sua capacidade de gerar empregos. Isso tem afetado principalmente as micro, pequenas e médias empresas. Esse é o lado perverso da crise econômica que se abateu sobre o país pela absoluta incapacidade do atual governo de enfrentá-la.”

Aécio fez caminhada por uma rua de comércio de Linhares e visitou duas fábricas, acompanhado pelo candidato ao governo do Espírito Santo Paulo Hartung (PMDB), o vice na chapa dele, César Colnago (PSDB), e do senador Ricardo Ferraço (PMDB), coordenador de sua campanha no Estado, além de várias lideranças políticas.

Emprego e renda

Em entrevista à imprensa, Aécio destacou que é o único candidato com condições de realizar um governo que resulte em geração de emprego e crescimento econômico. Segundo ele, sua meta é elevar o padrão de renda do trabalhador, superando a marca hoje de dois salários mínimos.

“No momento em que aceno de forma muito clara como será a nossa política econômica, uma politica fiscal absolutamente transparente, com previsibilidade, com combate rigoroso à inflação, com respeito aos contratos, com resgate das agendas reguladoras, estamos apontando na direção da retomada dos investimentos no Brasil.”

O candidato alertou sobre a divulgação de informações, por parte do governo federal, que o país vive uma fase de “pleno emprego”.

“O governo costuma dizer que temos hoje pleno emprego no país. Não é verdade. Os empregos estão fugindo daqui pela perda de competitividade de quem produz no Brasil, e tampouco quero que o Brasil seja o país do pleno emprego e de dois salários mínimos. Temos que fortalecer a nossa indústria. Para isso, precisamos nos conectar de novo com as cadeias globais de produção.”

Aécio destacou que no seu governo trabalhará em parceria com o Espírito Santo. “[O Espírito Santo] é um Estado extraordinário, foi o que mais cresceu no Brasil ao longo de todos os últimos anos, e está vendo esse seu vigor de crescimento se perder por um governo que não tem compromisso com o Estado, que não tem sequer compromisso com o crescimento do Brasil”, ressaltou.

Emoção

Um casal de eleitores fez questão de cumprimentar Aécio durante a visita a Linhares. João Figueira Roque, de 95 anos, e a mulher dele, Santa Rossetto Roque, de 90, contaram a Aécio que, mesmo sem a obrigatoriedade do voto, irão às urnas no dia 5. Figueira Roque contou ter se engajado na campanha de Tancredo Neves, avô de Aécio.

Natural de Cachoeiro do Itapemirim, o dentista prático aposentado mostrou uma foto de Tancredo Neves que carrega, desde 1984, em um chaveiro, e disse que não deixará. “Nunca faltei a uma votação. Estava com a ideia de não votar nesta eleição, mas vou votar”, afirmou o dentista aposentado, emocionado pela oportunidade de cumprimentar o neto de Tancredo.

Fábricas

Durante visita à fábrica Leão Alimentos e Bebidas, Aécio conheceu as instalações, almoçou no refeitório e conversou e tirou fotos com funcionários. Na fábrica ACP Imóveis, ele foi recebido com palmas.

Ao dirigir-se aos funcionários, o candidato foi aplaudido ao afirmar que o Espírito Santo foi maltratado pelo governo federal, nos últimos anos. Também recebeu aplausos ao dizer que “é preciso muito mais do que boas intenções para o Brasil avançar”.

Petrobras

Aécio reiterou as críticas ao aparelhamento da Petrobras pelo PT. Ele afirmou que isso “tem significado o adiamento de investimentos estratégicos absolutamente essenciais ao Espírito Santo e a várias regiões do Brasil, como o polo gás-químico, que mais uma vez está sendo adiado porque a Petrobras não demonstra condições de cumprir o seu cronograma de investimentos”.

De acordo com o candidato, “a Petrobras atrasa fornecedores hoje e adia projetos que já deveriam estar impactando positivamente no desenvolvimento da economia dessa região, por exemplo, que é uma região próspera, que se desenvolve pela capacidade da sua gente”.

Aécio afirmou que, sob seu comando, o governo federal será parceiro em projetos de retomada do crescimento econômico. “O Estado tem a obrigação de, a partir da vocação das nossas regiões, ter a mão estendida por parceiros.”

O candidato lembrou que a Polícia Federal detectou a existência de “uma organização criminosa” operando dentro da Petrobras. “Vamos resgatar a capacidade da Petrobras de fazer os investimentos aqui no Espírito Santo, que vem adiando sucessivamente.” Afirmou ainda que o seu governo “tratará as empresas públicas com responsabilidade e respeito”.

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