Presos de Visconde do Rio Branco reformam Apae

Detentos pintaram as paredes, colocaram pisos e trocaram os forros de teto das salas de aula e das oficinas de trabalho, entre outros serviços.

Fonte: Agência Minas

Além de atuar em um projeto humanitário, a cada três dias trabalhados, os detentos ganham um dia de remissão da pena.  Divulgação/Seds

Além de atuar em um projeto humanitário, a cada três dias trabalhados, os detentos ganham um dia de remissão da pena. Divulgação/Seds

Os detentos pintaram as paredes, colocaram pisos e trocaram os forros de teto das salas de aula e das oficinas de trabalho. A rampa de acesso aos cavalos da equoterapia foi reformada para melhorar o deslocamento de pessoas com algum tipo de dificuldade de locomoção, como cadeirantes.

Funcionários voluntários

A empreitada foi possível graças ao movimento de voluntariado de funcionários do presídio. Mensalmente, em horários de folga, eles visitam asilos, orfanatos, clínicas de reabilitação e outras entidades assistenciais sem fins lucrativos, para identificar carências e ajudar a resolvê-las.

No caso da Apae Rural, o grupo arrecadou R$ 1,4 mil em doações para os forros de teto e mediou a liberação pelo Judiciário do presídio de presos para trabalhar na reforma.

O diretor-geral do Presídio de Visconde do Rio Branco, Luis Almeida, integra o grupo de voluntários. Ele conta que os detentos da unidade já fazem trabalhos de capina e manutenção na Apae Rural, na Apae Centro e em outras entidades assistenciais. “É uma oportunidade para o preso sair da marginalização e sentir-se valorizado como ser humano”, afirma.

Para a assistente social Silvana Reis, coordenadora da Apae Rural, tanto a reforma quanto as constantes manutenções  não seriam possíveis sem o apoio voluntário, já que a associação vive de doações e da venda de alguns produtos.

Ressocialização

Além de atuar em um projeto humanitário, a cada três dias trabalhados, os detentos ganham um dia de remissão da pena, em conformidade com a Lei de Execução Penal. Luis Fernando, de 28 anos, é um dos quatro presos que trabalharam nas melhorias da Apae Rural. Ele conta que foi bem tratado por funcionários, pais e alunos. “São pessoas especiais. Não nos tratam com discriminação”, revela.

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