Propaganda de rádio e TV dará mais visibilidade a Aécio e Campos

Aécio e Campos, apesar de pouco conhecidos, podem ter forte visibilidade com a influência das propagandas de Rádio e TV.

Eleições 2014

Fonte: Hoje em Dia

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Para Ibope e Vox Populi, há tendência de queda de Dilma e estagnação dos desafiantes Aécio Neves e Eduardo Campos. Foto: Divulgação / Globo.com

ORION TEIXEIRA

Segundo turno depende de Campos

Em meio a tantas pesquisas e resultados divergentes, a grande pergunta que ainda se faz é se haverá segundo turno presidencial. Datafolha e Sensus, por seus números, garantem que sim; aí vem o Ibope e o Vox Populi dizem que não é bem assim, admitindo que a presidente e candidata à reeleição, Dilma Rousseff (PT), poderá vencer no primeiro turno. A situação de hoje é rigorosamente a mesma de antes da Copa do Mundo, como ficou demonstrado pelas três pesquisas divulgadas após o Mundial (Datafolha e Sensus, nos dias 16 e 17 de julho; Ibope, 22 de julho).

Para os dois primeiros institutos, há tendência de queda de Dilma e estagnação dos desafiantes Aécio Neves (PSDB) e Eduardo Campos (PSB). Com Ibope e Vox, a estagnação é dos três principais concorrentes. De tudo isso, outras três coisas são certas: primeiro, o quadro está consolidado e assim deve permanecer até o início do horário gratuito eleitoral, quando o nível de conhecimento dos candidatos se iguala, apesar dos tempos de televisão desiguais. Segundo, Aécio e Campos já têm 30% dos votos, hoje, sem terem alta visibilidade e antes de iniciada a propaganda pelo rádio e TV, que influencia fortemente. São ainda pouco conhecidos, ao contrário da presidente.

Por último, a realização do segundo turno depende mais de Eduardo Campos do que de Aécio. O tucano já cresceu até onde podia (20%), mas o pessebista empacou e não ultrapassa os 10%. Para viabilizar o segundo turno, Campos precisa chegar, pelo menos, a 15%. Ou seja, segundo turno é resultado de uma terceira candidatura competitiva; quando ela não existe, a decisão se dá no primeiro turno entre os dois mais viáveis.

Quem é quem?

A sucessão mineira é um pouco semelhante à presidencial. Se não houver um terceiro candidato viável, a tendência é de os candidatos a governador Fernando Pimentel (PT) e Pimenta da Veiga (PSDB) resolverem a disputa no primeiro turno. O segundo turno, por aqui, vai depender também do desempenho do pessebista Tarcísio Delgado. Antes dessa preocupação, os marqueteiros tucano e petista têm outro problema: evitar a confusão entre os eleitores por conta da semelhança dos nomes de Pimentel e Pimenta.

Primeiro ficha-suja

O TRE mineiro cassou nessa quarta-feira (23) a primeira candidatura listada como ‘ficha-suja’ pelo Ministério Público. O candidato a deputado federal pelo PT do B, Paulo Orlando Rodrigues de Mattos, o Paulo Maloca, foi considerado inelegível por condenação criminal. Ele havia sido condenado por homicídio em Governador Valadares (Leste mineiro) em 2001. Cumpriu pena até 2009, mas, a partir desse ano, fica inelegível por mais oito, até 2017.

Desmonte em Campo Belo

Na terça-feira (22), a mesma corte judicial provocou uma reviravolta política na cidade de Campo Belo (Centro-Oeste), ao confirmar, por unanimidade, a cassação do prefeito Marco Túlio Lopes Miguel, de seu vice, Richard Miranda, ambos do PSDB, e de oito dos 15 vereadores da Câmara: Valdelino Ananias de Castro (PSB), Silvânio Camilo (PSB), Walter Moreira (DEM), Maria Salime Lasmar (PSDB), Christian Giulliane Alves Silveira (PSDB), Paulo José Ferreira (DEM), Hélio Donizetti Mendes (PSB) e Célio Pereira de Souza (DEM), por abuso de poder político, de autoridade e econômico, conduta vedada a agente público, uso promocional de serviço de caráter social e captação ilícita de voto. Antes deles, já estava inelegível por oito anos, e pelas mesmas razões, o ex-prefeito Romeu Cambraia.

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