Vendedor de ilusão: Pimentel mentiu para os professores em Minas durante campanha em 2014

Pimentel foi enfático: “qualquer outra promessa na área da educação, sem corrigir o salário dos professores, está vendendo ilusão”.

Compromisso foi assumido durante campanha em 2014

Fonte: Jogo do Poder

Fernando Pimentel esqueceu dos compromissos assumidos com os professores. Durante a campanha em setembro de 2014, defendeu como primeira medida de governo o aumento salarial.

Fernando Pimentel esqueceu dos compromissos assumidos com os professores. Durante a campanha em setembro de 2014, defendeu como primeira medida de governo o aumento salarial. Foto: Samuel Costa

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Mal chegou a completar um mês à frente do governo de Minas, Fernando Pimentel esqueceu dos compromissos assumidos com os professores. O governador de Minas, durante a campanha em setembro de 2014, defendeu como primeira medida de governo o aumento salarial dos professores. Mera ilusão, pelo visto os professores vão passar 4 anos na expectativa de ter uma melhor remuneração.

Na época, o atual governador de Minas defendeu: “quem prometer escola integral ou qualquer outra promessa na área da educação, sem corrigir o salário dos professores, está vendendo ilusão”.

A informação foi publicada no portal Brasil247 em setembro de 2014: Pimentel defende aumento salarial para os professores. Ao assumir proposta eleitoreira, Fernando Pimentel revelou desconhecer a realidade da Educação em Minas já que os governos anteriores já tinham feito esforços para garantir uma melhor remuneração aos professores.

Em Minas, são mais de 400 mil educadores, mesmo com todos os limites que a Lei de Responsabilidade impõe ao executivo, o ex-governador Antonio Anastasia conseguiu elevar a folha que em 2011 era de R$ 7,7 bilhões com previsão de chegar em 2015 a R$ 9,8 bilhões, caso se concretize, aumento será em torno de 27,% na remuneração aos professores.

Anastasia chegou ainda a avançar numa política que pudesse melhorar essa remuneração. Em 2012, implementou o pagamento do piso nacional conforme recomendação do Ministério da Educação. Minas então passou a pagar o maior piso nacional para uma jornada de 24 horas e não de 40 horas, conforme orientação do ministério.

Agora, o governo Pimentel ameaça cortar o pagamento do piso por uma jornada de 24h e exigir que seja cumprido a jornada de trabalho de 40h. Essa mudança iria impor uma perda aos professores, eles trabalhariam mais para ganhar a mesma coisa, fato que pode provocar uma debandada de profissionais do serviço público. Existe uma lacuna na legislação federal e o Ministério da Educação não se posiciona em relação ao impasse.

O Sind-UTE nos governos tucanos foi intransigente, muitas vezes distorcia a realidade dos fatos e nenhum momento mostrou disposição para a negociação. Até o momento o sindicato não tem se manifestado sobre a posição do governador de Minas. Pelo jeito os professores estaduais em Minas foram iludidos pelo sindicato e por Pimentel que mentiu em proposta de campanha.

Fernando Pimentel chegou a dizer que em Minas era pago “o pior salário do Brasil para seus professores estaduais”, mais uma vez ele mentiu e agora já afirmou que não vai pagar o novo piso aos professores conforme revela a matéria: Com a palavra o Sind-UTE: Pimentel não vai pagar piso aos professores.

O governador de Minas parece que esqueceu rápido da promessa de campanha: “Então começa por aí, valorizar e recuperar a carreira do professor, valorizar o magistério e depois vamos discutir a escola em tempo integral”, disse Pimentel.

Reconhecido pelo próprio governo federal, Minas tem hoje uma das melhores educação básica do país. Tudo isso, graças aos esforços que foram construídos nos últimos anos no estado. Matéria da revista Época atestou a qualidade do ensino: Como Minas Gerais conseguiu a melhor educação básica do país.

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